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Reconstrução microcirúrgica

Reversão microcirúrgica da vasectomia

Precisão para restabelecer a passagem dos espermatozoides.

Avaliação e indicação

Cada decisão começa pela compreensão do caso.

A vasectomia interrompe os canais que levam os espermatozoides dos testículos até o ejaculado. A reversão busca reconstruir esse caminho para que os espermatozoides voltem a aparecer no sêmen e o casal possa tentar uma gravidez.

É uma cirurgia que exige experiência específica em microcirurgia. Os canais são muito finos, e não basta uni-los novamente: é preciso avaliar o que se encontra durante a operação, escolher a reconstrução adequada e executá-la com precisão sob o microscópio.

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Como faço a avaliação

Na consulta, converso sobre a vasectomia, o tempo decorrido desde o procedimento, cirurgias anteriores e a história reprodutiva do paciente. Faço o exame físico, incluindo a avaliação dos testículos, epidídimos e canais deferentes.

Também procuro compreender a situação reprodutiva da parceira e os objetivos do casal. Restabelecer a passagem dos espermatozoides e conseguir uma gravidez são resultados diferentes. Essa distinção precisa estar clara antes da cirurgia.

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Como é a cirurgia

A reversão é feita por pequenas incisões na bolsa escrotal. Identifico as extremidades dos canais interrompidos pela vasectomia e examino o líquido encontrado durante a operação. Esse achado ajuda a definir qual técnica utilizar em cada lado:

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Vasovasostomia:

união das duas extremidades do canal deferente.

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Vasoepididimostomia:

ligação do canal deferente ao epidídimo, necessária quando há sinais de uma obstrução adicional nessa região.

Às vezes, as técnicas são diferentes de um lado para o outro. Por isso, a decisão final não pode ser tomada apenas na consulta; ela depende também dos achados da cirurgia.

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O papel do microscópio

As conexões são realizadas com fios muito finos, sob ampliação do microscópio operatório. O microscópio permite enxergar. A experiência do cirurgião é o que permite interpretar os achados, escolher a técnica e realizar as suturas delicadas que essa reconstrução exige.

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Quanto tempo dura?

A operação costuma levar cerca de duas a quatro horas, conforme a reconstrução necessária em cada lado. Esse tempo não inclui o preparo antes da cirurgia nem a recuperação da anestesia. Em geral, o paciente recebe alta no mesmo dia.

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Como é a recuperação?

Nos primeiros dias, pode haver desconforto, inchaço ou arroxeamento da bolsa escrotal. Após a operação, oriento os cuidados com o curativo e a retomada gradual da rotina.

Atividades leves e trabalho de escritório costumam ser retomados em poucos dias. Trabalho físico, exercícios intensos e levantamento de peso exigem mais tempo. A orientação habitual é evitar atividade sexual por cerca de duas semanas, com liberação conforme a cicatrização e a avaliação pós-operatória.

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Quando faço o primeiro espermograma?

Costumo solicitar o primeiro espermograma entre dois e três meses após a cirurgia. Dependendo da reconstrução realizada, os espermatozoides podem demorar mais para aparecer. Por isso, acompanho a evolução com novos exames quando necessário.

O retorno de espermatozoides ao ejaculado é chamado patência. Ele mostra que a passagem foi restabelecida, mas não garante, por si só, uma gravidez. Continuo o acompanhamento considerando os resultados dos exames e a situação reprodutiva do casal.

Consulta e planejamento

A indicação é definida para cada paciente.

Na consulta, avalio o diagnóstico, explico as alternativas e organizo o tratamento e o acompanhamento de acordo com as necessidades do caso.