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Cirurgia reconstrutiva peniana

Cirurgia para correção da doença de Peyronie

A técnica depende da deformidade e da qualidade das ereções.

Avaliação e indicação

Cada decisão começa pela compreensão do caso.

A doença de Peyronie pode causar curvatura adquirida do pênis durante a ereção, além de estreitamentos, deformidades ou perda de comprimento percebida pelo paciente. Em alguns casos, essas alterações dificultam ou impedem a relação sexual. A escolha do tratamento depende da deformidade, da qualidade das ereções e do impacto que a condição tem na vida da pessoa.

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Como faço a avaliação

Começo pela história da doença: quando a curvatura apareceu, se mudou ao longo do tempo, se há dor nas ereções e que dificuldade ela causa nas relações sexuais. Examino o pênis e avalio a função erétil.

Também preciso compreender a deformidade durante a ereção. Fotografias feitas pelo próprio paciente, seguindo orientações dadas na consulta, podem ajudar nessa avaliação. Em situações específicas, solicito um exame com ereção induzida e ultrassom Doppler peniano para esclarecer a anatomia e a função vascular.

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Quando considero a cirurgia

Em geral, considero a correção cirúrgica quando a doença está estável, isto é, quando a curvatura deixou de progredir, e a deformidade compromete a relação sexual. A dor isolada, sobretudo enquanto a curvatura ainda está mudando, não costuma ser motivo para operar.

Antes de decidir, converso sobre o que o paciente espera da cirurgia e sobre os limites de cada técnica. O objetivo é obter uma forma que permita a relação sexual, mas o procedimento não devolve necessariamente ao pênis a aparência ou o comprimento que tinha antes da doença.

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Como escolho a técnica

Não existe uma única operação para todos os casos. As principais possibilidades são:

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Plicatura:

utiliza suturas no lado oposto à curvatura para endireitar o pênis. Pode ser uma opção quando a função erétil está preservada e a deformidade permite esse tipo de correção. É importante conversar sobre a possibilidade de redução perceptível do comprimento.

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Incisão da placa com enxerto:

pode ser considerada em deformidades mais complexas ou quando a plicatura produziria uma perda de comprimento considerada importante. Exige uma avaliação cuidadosa da função erétil, pois essa técnica pode afetá-la.

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Prótese peniana associada à correção da curvatura:

considerada quando, além da doença de Peyronie, há disfunção erétil que não responde adequadamente aos tratamentos clínicos. Essa possibilidade é explicada em detalhes na página Colocação de prótese peniana.

A escolha depende da curvatura, da presença de estreitamentos ou outras deformidades, do comprimento peniano, da qualidade das ereções e dos objetivos do paciente. Explico por que proponho uma técnica específica antes de programar a cirurgia.

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Como é a cirurgia e quanto tempo dura?

A operação é realizada em ambiente hospitalar, sob anestesia. Durante o procedimento, avalio a deformidade e faço a correção planejada. O acesso, a necessidade de enxerto e o tempo de cirurgia variam conforme a técnica e a complexidade do caso.

Por isso, prefiro informar uma estimativa individual de duração na avaliação pré-operatória, depois de definir qual procedimento será realizado. A necessidade de alta no mesmo dia ou de observação hospitalar também é discutida nesse planejamento.

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Recuperação e pós-operatório

É esperado algum inchaço e desconforto nos primeiros dias. Oriento os cuidados com o curativo e acompanho a cicatrização e a evolução da função erétil nas consultas de retorno.

O retorno ao trabalho depende do procedimento e do tipo de atividade profissional. Após uma plicatura, muitos pacientes precisam de aproximadamente uma semana antes de voltar ao trabalho; cirurgias mais complexas podem exigir mais tempo. A atividade sexual costuma ser suspensa por cerca de seis semanas, com liberação após avaliação da cicatrização. Essas são referências gerais, ajustadas à operação realizada e à recuperação de cada paciente.

A conversa mais importante acontece antes da cirurgia: qual alteração queremos corrigir, qual técnica oferece o melhor equilíbrio para aquele caso e quais mudanças o paciente pode esperar após a recuperação.

Consulta e planejamento

A indicação é definida para cada paciente.

Na consulta, avalio o diagnóstico, explico as alternativas e organizo o tratamento e o acompanhamento de acordo com as necessidades do caso.